22 de julho de 2009

Selo " Olha que blog Maneiro"



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Os meus 6 indicados:




R.C.

Mary Rose's Sweet Diary

Blogger (Blogspot) - justme-cutepoeticgirl

Meus Apontamentos

"Amanha nao vais ter tanto encanto..."

22 de março de 2009

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Viver sempre também cansa

"Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois,
achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela.
"E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo..."


José Gomes Ferreira

17 de março de 2009

Um caminho errado porquê?

Sabes quando estás perante dois caminhos e tens de escolher? É agora, não podes voltar atrás. A decisão tem de ser tomada. Não adianta adiar o inadiável.
À tua frente dois caminhos e apenas uma opção. Sabes qual o certo qual o errado. Especulas as consequências de cada um. Sabes o que te espera, sabes para onde irás em cada um.
O mais racional e óbvio estava à vista: a escola do melhor caminho. Mas decides ser contrária ao rumo de vida desejável e optas pelo mau caminho. Tornas-te desleal às escolhas consideradas como humanas. Segues em frente sem olhar para trás. A interrogação nasce e cresce em ti a cada passo, a cada caminhar sobre as brasas: Porquê este caminho? A resposta morre a cada suspiro, a cada movimento.
Julgas-te detentora do futuro. Capaz de mudar o rumo do caminho por onde segues. Vais de mãos dadas com a falsidade mas não a reconheces porque se esconde de ti e julgas capaz de a desmacarar e detentora de a transformar na mais pura das verdades. Sonhas com isso ao longo do teu caminhar. Mas o sonho é destruído a cada olhar. O arrependimento começa a nascer. As vozes voltam para te julgar. Observas o abismo ao fundo do caminho. Mas não haverá uma ponte?

31 de janeiro de 2009

O Presente e o Futuro da Língua Portuguesa


Quero escrever um texto.
Agora, neste momento
E dizer-te que queria que fosses como o vento
Que sempre passa

E passasses por mim neste momento
Tal e qual o vento
Que me empurra
Mas não me derruba

Vento gélido que corta
Não penses deixar-me morta
Pois não conseguirás

Mas és tempestade
Tempestade forte mas, passageira
Tempestade ameaçadora mas, inofensiva

És sobretudo uma realidade
Que me mostra a Ilusão
Da vida, do mundo, do coração
Palavras que jamais se complementarão
Nem nesta vida,
Nem neste mundo,
Nem neste coração.


Autora: Ana Pinto

O Magalhães


Cartoon: Luís Afonso

25 de janeiro de 2009

Guerra Interior!

Num estado de degradancia interior vivo cada dia.
Tudo à minha volta se está a tornar naquilo que eu mais temia
Sou tudo e, não sou nada. Sou diferente e muito igual. Enfim, sou ninguém.
Com a retórica vivo cada dia, sofro cada momento, choro cada segundo. tudo isto por ser fiel de mais às crenças da minha mente afectada e confusa.
Com memórias, vou confortando ausência daquilo que nunca mais vou poder ter completamente.
Algo que me foi retirado no momento em que quem era parte de mim partiu deste mundo e me deixou indefeso, só e sem protecção.
O meu corpo esta tão indefeso que até os mais fracos se poderiam apoderar dele. A minha alma tão rica em crenças que não é capaz de visualizar o estado em que tudo se encontra à minha volta.
Disto tudo, só consigo concluir que estou a sofrer cada vez mais e, as pessoas, não são capazes de perceber isso.
Chorando num canto escuro do meu quarto, solto um grito horrendo, tão agudo, tão profundo e tão carregado de dor, que parece que e' inaudível aos ouvidos dos que me rodeia.
Não consigo perceber qual foi o pecado que a minha alma cometeu para merecer tal castigo.
Não consigo viver desta maneira.
Não penso em por termo à minha vida. Tento-me conformar com o que me esta a acontecer apesar de não ser o justo mas, vou tentando pensar que um dia a minha alma se purificará e todo o sofrimento acabara' de uma vez por todas.
Autor: Diogo Filipe Vieira

18 de janeiro de 2009

Dicionário Feminino


Aliança ---> Garantia Financeira.

Amor Impossível ---> Um pretendente pobre.

Batom ---> Poderosa arma feminina que deixa marcas fatais.

Bolsa ---> Membro essencial no funcionamento do corpo feminino.

Cansaço ---> Vontade de ficar sozinha.

Carteira ---> Principal órgão masculino.

Certeza ---> Quase certeza.

Confiança ---> Acção incompatível com os homens.

Falta de Atenção ---> Falta de presentes.

Fracasso ---> Peder um homem para uma mulher mais magra.

Garvidez ---> Investimento a longo prazo.

Minutos ---> Horas. Principlamente antes de sair.

Maquiagem ---> Realce da beleza natural e disfarce da feiúra original.

Namorado ---> Desculpa usada para despistar homens indesejados.

Nunca ---> Por enquanto não.

Satisfação ---> Verbete desconhecido no dicionário feminino.

Talvez ---> Sim.

Terapia de grupo ---> Shopping com as amigas.

Valorização ---> Flores no dia seguinte.

21 de dezembro de 2008

Portugal - Um País de Beleza Natural



Lamas-de-Olo
Picture by: Ana Pinto
Dezembro de 2008

Portugal - Um País de Beleza Natural


Lamas de Olo (Foto da Semana)
Picture by: Ana Pinto
Dezembro de 2008

3 de dezembro de 2008

Os engenhocas do nosso planeta




MADE IN CHINA

29 de novembro de 2008

Portugal - Um País de Beleza Natural



Trás-os-Montes (Foto da Semana)
Picture by: Ana Pinto
Agosto de 2008

22 de novembro de 2008


A Filosofia é como um barco que nos leva a navegar, num imenso oceano de interrogações, em busca do conhecimento, interrogando, até mesmo, a existência desse oceano, sobre o qual navegamos.
Ana Pinto

Portugal - Um País de Beleza Natural



Figueira da Foz (Foto da Semana)
Picture by: Ana Pinto
Agosto 2008

15 de novembro de 2008

Portugal - Um País de Beleza Natural


Trás-os-Montes (Foto da Semana)
Picture by: Ana Pinto
Agosto de 2008

8 de outubro de 2008

Filosofia - O caminho que nos leva mais além

Filosofia o que poderá ser? Por entre folhas rasgadas, tentamos escrever o significado de Filosofia. Mas em nenhuma conseguimos. Optamos então pelo dicionário (de Português), para que nos pudesse clarificar o significado que procurávamos, e que tanto queríamos expressar. Encontramos o seguinte: “ Filosofia: indignação racional sobre o mundo e o homem, com o propósito de encontrar a sua explicação última”. Ficamos na mesma situação. Ficamos sem conseguir expressar o que queríamos, porque filosofia, para nós, não se resume a duas linhas. É muito mais que isso. Arriscamo-nos a dizer que não tem definição alguma, mas também, nos arriscamos, a tentar dar-lhe uma definição pessoal. Talvez não defini-la mas mostrar o que ela significa para nós.

Filosofia, melhor dizendo, filosofar, é questionarmo-nos sobre as diversas coisas da vida. Questionarmo-nos sobre assuntos que pouca gente questiona. E porquê? Porque maioritariamente são questões de senso comum. E afinal o que é o senso comum? Recorremos novamente ao dicionário onde encontramos: “conjunto das opiniões geralmente aceites, sobre uma questão, pela maioria das pessoas (…)” e desta vez, ao contrário do que nos aconteceu com a definição de Filosofia, esta serviu para nos expressarmos acerca do senso comum. Assim, por outras palavras, senso comum é uma ideia que a maioria da população tem em relação a um tema. Para sermos mais explícitas, peguemos num simples exemplo: se questionarmos alguém sobre a existência do sol, toda a gente afirmaria que existe e diriam que a questão era bastante caricata. Pois, talvez. Mas, quem nos pode garantir sobre a existência do sol? Que provas ou certezas nos podem dar acerca do mesmo? “É uma questão do senso comum”-nos diriam - “A ciência no-lo diz”. E porque a ciência o diz, ninguém contraria, nem questiona.

Mas, a mãe de todas as ciências, fez-nos questionar, e muito. Pois o senso comum não é uma palavra muito bem aceite no seu vocabulário e de certa forma ainda bem pois, devemos sempre questionarmo-nos sobre assuntos da vida. Isto é filosofar.

Filosofamos muitas vezes, sem nos apercebermos. Porque a dúvida faz parte do ser humano e consequentemente a procura da resposta a essa mesma dúvida. Mas, muitas vezes deveríamos parar um pouco na rotina da vida para olharmos à nossa volta e pensarmos um pouco, ou seja, filosofarmos por momentos, propositadamente. Coisa que muita gente não faz porque a rotina não permite ou porque simplesmente acham ridículo.

Como diz Albert Jacquard, “Não se filosofa para passar o tempo. Filosofa-se para salvar a pele e alma”. Isto significa que devemos interrogar-nos, mas, não sobre assuntos insignificantes. Devemos sim interrogar-nos sobre assuntos que valham realmente a pena, que sejam importantes. E é desta forma que encontramos a utilidade da filosofia nas nossas vidas. Ao questionarmo-nos sobre diversos assuntos para assim encontramos as respostas que pretendemos e até o sentido da vida.



Assim, sendo um pouco excessivas para reforçar a nossa ideia, dizemos que, filosofia ou filosofar, é tão difícil de definir, como sabermos em que dia o mundo vai acabar. E quanto ao mundo, será que terá um fim? Será que teve um inicio? Como? Quando? Onde?


Autoras: Ana Pinto & Ana Queirós

19 de setembro de 2008

O que ficou por dizer!

"Foi naquele dia, triste dia, que te perdi. Dia em que a minha vida deixou de fazer sentido algum. Perdi-te num abrir e fechar de olhos. Foi como se me abrissem o peito e me arrancassem o coração, a sangue frio. Acho que nem isto seria tão doloroso como aquilo que senti quando te vi ali, pálida, sem vida. Não queria acreditar. Como foi possível tanta crueldade? A essas pessoas é que parece que lhes tiraram o coração pois, não sei como conseguiram ser tão cruéis contigo minha doce Inês. Não te sei exprimir o que senti quando vi que te tinha perdido. Foi algo sobrenatural, incompreensível. Só quem passa por isto e, sente um amor tão grande como o que eu sinto por ti, sabe. Por ti, lutarei contra quem nos fez isto, para que se faça justiça!

Agora, apenas vivo pelos nossos filhos que sentem muito a tua falta. A nossa vida está sem cor. parámos a meio do caminho porque caímos com a tua partida e ainda estamos sem forças para nos levantarmos e seguirmos em frente.

Tem sido muito doloroso, terrível viver sem ti, saber que já não estás aqui para nos ajudar em tudo, para nos dar amor.

No meu coração ainda permaneces viva e assim ficarás até eu partir também. Na minha memória as recordações também não se vão apagar. Esse teu sorriso, essa tua beleza incomparável, esse teu olhar que pareciam duas estrelas, essas tuas delicadas mãos e e esse teu brilhante cabelo jamais será esquecido. Todos os momentos que vivemos juntos vão marcar pra sempre a minha vida.

A saudade já é muita. cada vez mais sinto a tua falta. Amo-te de verdade e amar-te-ei para sempre, estejas onde estiveres.

Foste muito importante, muito especial neste vida que tão depressa é um mar de coloridas e perfumadas rosas como, de repente, um mar de espinhos, escuro e cruel.

Para mim, és a mulher perfeita. A tua extraordinária maneira de ser era perfeita demais. Sempre tão carinhosa, tão amorosa, atenciosa, fascinante, determinada. Cada dia que passava a teu lado mais era uma surpresa. De facto eras incrível, fantástica, mais valiosa do que qualquer tesouro do mundo. Nunca pensei que alguém como tu existisse, nem neste mundo nem em qualquer outro. Em ti encontrei o verdadeiro amor. Contigo era o homem mais feliz do universo. Tu transmitias-me paz , bem-estar, transmitias-me sentimentos, sensações e emoções extraordinários e que jamais tinha sentido.

Tenho pena de não ter exprimido tanto os meus sentimentos, agora já é tarde demais. mas, de certeza que sabias o quanto especial eras, o quanto te admirava e o quanto te amava e te queria ver feliz.

Tenho esperança de que nos voltaremos a encontrar. Não aqui mas no paraíso e, quando isso acontecer, voltarei a ser feliz e jamais te deixarei e aí ninguém nos separará. Ficaremos juntos para sempre e encontraremos e teremos a paz, a felicidade e o amor eterno.

Com muita Saudade e muito Amor,
Pedro"


D. Pedro para Dona Inês de Castro após a sua morte.


Autora: Ana Pinto

26 de maio de 2008

Em que consiste tratar as pessoas como pessoas, quer dizer, humanamente?

Hoje em dia levanta-se muito a questão se afinal tratamos as pessoas como pessoas. É certo que muitas vezes não acontece e é um dos grandes problemas da sociedade de praticamente toda a história. Mas, felizmente, isso ainda existe. Mas afinal o que é e quando acontece?

Tratarmos as pessoas humanamente consiste, basicamente, em termos respeito por essas pessoas. Ao respeitarmos alguém, num caso normal, essas pessoas respeitar-nos-á também. E desde aí nasce logo uma pequena relação social entre duas pessoas, por mais insignificante que seja e aí, sentimo-nos dois seres humanos. Certamente todos nós recordamos episódios que consideramos insignificantes de pessoas que não conhecemos de ponto algum mas que de certa forma nos marcaram apenas pelo respeito que tiveram por nós. Respeito esse que nos faz sentir seres humanos, pessoas. Um exemplo diário disso é ao entrarmos num estabelecimento, as pessoas segurarem na porta para que possamos entrar. Gesto simples mas de respeito. Se fosse um animal irracional certamente o correriam dali para fora num ápice. Também poderíamos designar este exemplo de educação mas, em que consiste a educação se não no respeito?

Como referi, anteriormente, sermos tratados como pessoas é também existir diferenças entra a forma como se tratam os animais e a forma como se tratam as pessoas o que nos distinguem. Isto não quer dizer que tratemos mal os animais. Nada disso. Quero apenas com isto dizer que humanos têm sentimentos que devem ser percebidos e respeitados. Humanos têm pensar próprio, têm gostos distintos, fala, imaginação infinita. Sabem criticar e dar razão, sabem dizer sim ou não e sabem mentir e ser verdadeiros. Concluindo, sabem ser autónomos e pensar por si mesmos, o que não sucede com os animais, daí as nossas diferenças e a diferente maneira de tratamento que devemos ter para com as pessoas e para com os animais.

Tratar alguém humanamente é também percebermos essa pessoa: tentar sentir o que ela sente, pensar o que ela pensa, ter a mesma opinião e ver as coisas como ela vê, apenas por momentos. Esta é uma definição muito pessoal de “perceber alguém”. Só assim poderemos perceber e só assim poderão perceber-nos que é algo muito importante para nós, seres humanos. Quantas vezes as pessoas nos deixam de tratar como pessoas, que somos, por não nos perceberem? Quantas vezes já desejamos que nos percebessem e vissem o nosso ponto de vista, apenas por momentos. Quantas vezes nos tentamos dar a perceber em vão, apenas porque as pessoas não fazem o mínimo esforço para nos perceberem? Talvez seja este outro dos grandes problemas da sociedade, a incompreensão. Bastariam apenas segundos do lado de quem não percebemos para que tudo fosse diferente.

Todos nós somos seres humanos e as nossas diferenças são apenas exteriores. Algo que não é aceite na sociedade. Para nós importa apenas o que os olhos vêm pois o coração nada sente porque, nem sequer por momentos o deixamos sentir. Julgamo-las pela sua cor, raça, religião, aspecto, aparência. Chegamos ao cúmulo de as julgar pela sua posição social, profissão e bens que possuem desde os guarda-roupas, à marca do/s carro/s, dos perfumes e claro está, julgamo-la pela sua conta bancária.

Assim concluo dizendo que tratar as pessoas como seres humanos é termos respeito por todas as pessoas, é sabermos distingui-las dos animais, não tratando ambos de forma igual, é percebermos as outras pessoas e é sabermos vê-las através do seu interior e não do seu exterior pois, ser pessoa é aquilo que está dentro de nós, que os nossos olhos não vêm mas que o coração sente.

Autora: Ana Pinto

21 de maio de 2008

Não quero ouvir!


Não! Não quero saber, não quero ouvir. Só quero lembrar o que saiu do coração, o que não foi copy -paste, o que não passou por outrora e não sei se isso existiu. Só percebo alguém quando oiço com o coração o que não quero fazer contigo, não quero que o meu coração te oiça.

Por momentos o meu coração quis ouvir-te. As tuas palavras doces e, à partida sinceras, invocaram-no. Sentia-se desejado.

Juntei todas as minhas forças e disse-lhe para não te ouvir, pois magoar-se-ia muito. Mas, as minhas forças não foram suficientes e ele por momentos escutou-te, por momentos sentiu-te e por momentos desejou-te. Mas, depressa se feriu. Eu não queria mas as minhas forças não chegaram.

Coração desiludido sente dor, dor profunda que magoa. Porque deseja ser diferente dos outros, ser especial, ser adorado. E sentiu-se igual, indiferente. Sentiu-se mais um no meio de outros tantos. Porque quando olhou à sua volta viu que corações como ele, por ti, tinham sido iludidos.
Autora: Ana Pinto