8 de outubro de 2008

Filosofia - O caminho que nos leva mais além

Filosofia o que poderá ser? Por entre folhas rasgadas, tentamos escrever o significado de Filosofia. Mas em nenhuma conseguimos. Optamos então pelo dicionário (de Português), para que nos pudesse clarificar o significado que procurávamos, e que tanto queríamos expressar. Encontramos o seguinte: “ Filosofia: indignação racional sobre o mundo e o homem, com o propósito de encontrar a sua explicação última”. Ficamos na mesma situação. Ficamos sem conseguir expressar o que queríamos, porque filosofia, para nós, não se resume a duas linhas. É muito mais que isso. Arriscamo-nos a dizer que não tem definição alguma, mas também, nos arriscamos, a tentar dar-lhe uma definição pessoal. Talvez não defini-la mas mostrar o que ela significa para nós.

Filosofia, melhor dizendo, filosofar, é questionarmo-nos sobre as diversas coisas da vida. Questionarmo-nos sobre assuntos que pouca gente questiona. E porquê? Porque maioritariamente são questões de senso comum. E afinal o que é o senso comum? Recorremos novamente ao dicionário onde encontramos: “conjunto das opiniões geralmente aceites, sobre uma questão, pela maioria das pessoas (…)” e desta vez, ao contrário do que nos aconteceu com a definição de Filosofia, esta serviu para nos expressarmos acerca do senso comum. Assim, por outras palavras, senso comum é uma ideia que a maioria da população tem em relação a um tema. Para sermos mais explícitas, peguemos num simples exemplo: se questionarmos alguém sobre a existência do sol, toda a gente afirmaria que existe e diriam que a questão era bastante caricata. Pois, talvez. Mas, quem nos pode garantir sobre a existência do sol? Que provas ou certezas nos podem dar acerca do mesmo? “É uma questão do senso comum”-nos diriam - “A ciência no-lo diz”. E porque a ciência o diz, ninguém contraria, nem questiona.

Mas, a mãe de todas as ciências, fez-nos questionar, e muito. Pois o senso comum não é uma palavra muito bem aceite no seu vocabulário e de certa forma ainda bem pois, devemos sempre questionarmo-nos sobre assuntos da vida. Isto é filosofar.

Filosofamos muitas vezes, sem nos apercebermos. Porque a dúvida faz parte do ser humano e consequentemente a procura da resposta a essa mesma dúvida. Mas, muitas vezes deveríamos parar um pouco na rotina da vida para olharmos à nossa volta e pensarmos um pouco, ou seja, filosofarmos por momentos, propositadamente. Coisa que muita gente não faz porque a rotina não permite ou porque simplesmente acham ridículo.

Como diz Albert Jacquard, “Não se filosofa para passar o tempo. Filosofa-se para salvar a pele e alma”. Isto significa que devemos interrogar-nos, mas, não sobre assuntos insignificantes. Devemos sim interrogar-nos sobre assuntos que valham realmente a pena, que sejam importantes. E é desta forma que encontramos a utilidade da filosofia nas nossas vidas. Ao questionarmo-nos sobre diversos assuntos para assim encontramos as respostas que pretendemos e até o sentido da vida.



Assim, sendo um pouco excessivas para reforçar a nossa ideia, dizemos que, filosofia ou filosofar, é tão difícil de definir, como sabermos em que dia o mundo vai acabar. E quanto ao mundo, será que terá um fim? Será que teve um inicio? Como? Quando? Onde?


Autoras: Ana Pinto & Ana Queirós